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  Quinta-Feira, 05 de Julho de 2007


Live - Super Bock Super Rock - Dia 2
publicado por Miss Violett
 


3 de Julho 2007

@ Parque Tejo



Noite de oração


Finalmente o segundo Act do Super Bock Super Rock, um programa mais indie que atrai um público bem diferente daquele que vimos no primeiro dia do festival. O cartaz prometia, é sem dúvida um dos melhores dos últimos anos, e tal como explicou Luís Montez (Música no Coração), tal só foi possível porque optaram por organizar o evento durante a semana. Já se sabe que a agenda dos artistas é muito complicada, sobretudo no que toca os fins-de-semana que ficam normalmente reservados para países com maior público, então preferiram sacrificar a provável excessiva adesão de um fim-de-semana e apostaram num cartaz de qualidade. Contudo, acho que era um trade-off ganho: não se verificou a exente da noite de Metallica em nenhum dos dias do Act 2, mas mesmo assim foram muitos os que se esforçaram para comparecer nas 3 noites seguidas em plena semana de trabalho e exames.

KlaxonsComeçamos o dia 3 de Julho com Klaxons, banda britânica apadrinhada pelos Bloc Party, que foi surpreendida (tanto quanto eu) por um relevante número de fãs portugueses. Tanto quanto sei, ofereceram-nos um espectáculo bastante semelhante ao disco, desprovido de originalidade, mas que deixou a audiência bastante satisfeita. Ouviram-se temas do mais recente album The Myths of Near Future, realçando a viciante "Gravity's Rainbow" - Come with me come with me we'll travel to infinity! - onde finalmente se ouviu um coro mais unânime. Ao longo de toda a actuação, os rapazes fizeram questão de mostrar a sua simpatia, dizendo algumas palavras entre cada música e agradecendo repetidamente ao público.

Subiram de seguida ao palco os americanos Magic Numbers, quarteto formado por dupla de irmãos - Romeo e Michele Stodart e Sean e Angela Gannonque - donde sobressai a aparência hippie com uma pontinha de Mamas and Papas. Seria talvez a banda com menos adeptos mas, curiosamente, o portfólio destes elementos de peso (literalmente de peso) não era de todo estranho. Fazendo bem as contas, somaram-se uns 5 ou 6 temas reconhecidos graças à transmissão da Rádio Radar. Aliás, voltando ao ponto inicial deste post, se há alguém a quem devemos agradecer o excelente cartaz (para além da Música no Coração) é sem dúvida a Rádio Radar, que introduzio a maioria das bandas ao público português. O concerto acabou por não convencer muita gente, já que foi o momento eleito por muitos para ir petiscar qualquer, momento esse ao qual também me rendi.

BlocPartyChegam então os padrinhos - Bloc Party! Mesmo tendo estado recentemente em Lisboa para um concerto no Coliseu dos Recreios ou até no Festival Heineken Paredes de Coura no ano anterior (primeiro concerto da banda que os deixou completamente seduzidos pelo público que se manteve presente mesmo debaixo de chuva torrencial), parece que não se fartaram de Portugal. Foi o que explicou o vovalista Kele Okereke ao afirmar que estavam bastante satisfeitos por regressar mais uma vez ao nosso país. Esta noite foi regada por todos os hits, tanto do primeiro album como do mais recente Weekend in the City, o que manteve toda a audiência constantemente acesa e desperta. O que se ouviu: Banquet (associação Vodafone inevitável), This Modern Love, Hunting for Witches, Sunday, Helicopter, The Payer e ainda Two More Years, um dos temas mais esperados da noite. Foi um concerto muito emotivo, com muita entrega mútua, que deixou de certeza marcas num final de digressão da banda.

ArcadeFireJá só faltam os Arcade Fire. Agora sim o público chegava-se com entusiasmo mais à fente, esperando ansiosamente rever ou assistir pela primeira vez ao já muito comentado espectáculo destes canadianos de Montreal. O palco foi-se compondo na escuridão da meia-noite para receber os cerca de 10 elementos que raramente ocupavam um lugar fixo.

Mais uma vez, o concerto foi iniciado com uma intro muito peculiar, senão mesmo assustadora: o filme de uma criança brasileira a pregar à audiência duma "igreja", que mais parecia possuída por um demónio. Mas os demónios desapareceram imediatamente, assim que se ouvem os primeiros coros de anjos (aqui os riffs ficam para segundo plano) que entoavam a black mirror. Foi a divina ascensão, uma viagem astral que percorreu temas do novo Neon Bible como Interventione Keep the Car Running, e do anterior Funeral como Neighbourhood #1, Neighbourhood #3 (Power Out) e Rebellion (Lies). Todos os elementos da banda iam saltiando de lugar e de instrumento, passeando-se entre a bateria, os teclados, e cordas. Os momentos altos foram sem dúvida a lindíssima "Haiti" (com a voz de Régine) e a "Wake Up" deixada para o encore, que se ecoou pelo resto da noite. Era sair do recinto e ouvir os extasiados festivaleiros ainda a ecoar os refrões. Tomara que voltem depressa para mais um.

 

 

Wake Up a finalizar o concerto de Arcade Fire


 

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